Reflexão

Intuição não mente e a alma não se deixa cegar

Recomeçar nunca foi sobre apagar o passado, mas sobre ter a coragem de reescrever a própria história. É um caminho estreito, um privilégio para os poucos que ousam encarar a realidade sem filtros e abraçar a própria reconstrução.

​Durante muito tempo, tentaram distorcer a minha sanidade. Fui colocado no papel do louco, daquele que exagerava e via fantasmas onde supostamente só havia boas intenções. Esse é sempre o roteiro perverso de quem precisa mascarar a própria essência para não lidar com a própria escuridão. Mas a intuição não mente e a alma não se deixa cegar. Eu sempre soube da maldade de cada um. Enxergava perfeitamente os movimentos calculados, as mentiras repetidas até parecerem verdades e o egoísmo absoluto de um lobo narcisista e traidor.

O teatro podia ser até convincente para a plateia lá fora, mas nos bastidores, a verdadeira face nunca me enganou.


​No fim das contas, não houve herói ou milagre externo. Eu mesmo me salvei das garras do lobo. Fui eu quem juntou as peças que tentaram estilhaçar, limpei o veneno disfarçado de afeto e fiz do meu amor-próprio a minha armadura mais impenetrável. Sobreviver a quem tenta destruir a sua mente para alimentar o próprio ego é o ato mais profundo de força e de coragem que existe.

​Hoje, o meu espaço é restrito e a minha paz é absolutamente inegociável. Que o lobo fique para trás, faminto e preso em suas próprias ilusões, manipulações e mentiras.

A minha lealdade agora é inteiramente a mim mesmo — e a minha liberdade de ser quem sou, ninguém mais tira.

Autor: Richard Magnani Frossard

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