Política

“O caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, diz Tarcísio

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em entrevista ao Estadão, revelou que ao saber da carta do senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), é preciso respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou.

A afirmação foi feita após Flávio divulgar uma carta onde afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Após a divulgação, em uma nova versão editada, foi trocada a expressão “verdadeiro presidente eleito” por “líder” do Brasil.

Na carta do senador escreveu: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”.

CONSELHO PARA FICAR NO BRASIL

Tarcísio disse que aconselhou Flávio a não deixar o País, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, porém, ressaltou que não “julga a decisão que foi tomada”.

“É muito difícil julgar isso mesmo, porque veja, foram lá pedir o passaporte dele. Olha, o que tem de concreto hoje contra ele? Pode ser que amanhã aparece um monte de coisa, mas a gente não sabe. Hoje não tem nada. E se não tem nada, por que pedir um passaporte?”, questionou Tarcísio.

O governador destacou que houve uma intimidação. “Uma pessoa que acabou de conquistar 60 milhões de votos minutos depois da proclamação do resultado já está sendo ali anunciado pela Polícia Federal. Com que base? O conselho que nós demos a ele – os advogados, eu, o (Rogério) Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas foi que ficasse”, afirmou.

Ainda disse que Flávio não fala mais que não vai reconhecer o resultado. “Isso não cabe. Fala, por exemplo, que vai pedir a cassação, porque a cassação da chapa é algo normal”, avaliou.

Fonte: Folha do ABC

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