Caminhando ‘no fundo de um poço já fundo’: Sob escassez e sem combustível, cubanos veem mudança na Venezuela quase com esperança
Os carros que circulam pelas cada vez mais vazias ruas e avenidas de Havana carregam um tesouro em si. Com umaescassez absoluta de combustíveis desde que os EUA impuseram um bloqueio efetivo contra Cuba, no início do ano — após a queda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro —, o preço da gasolina disparou para incríveis US$ 9 o litro (cerca de R$ 46, sete vezes mais do que a média no Brasil). Para encher um só tanque de um carro popular em Cuba, hoje são precisos quase US$ 500 (R$ 2.570), o equivalente ao salário médio de um médico cubano por mais de três anos de trabalho ininterrupto.

— Agora caminhamos, o que mais podemos fazer? — contou Carlos, um anestesista que acabara de sair do Hospital Salvador Allende, na região central da capital cubana, ainda com seu uniforme verde-claro.
Nas últimas semanas, Havana se transformou em uma cidade de caminhantes. Há gente andando pelas ruas, pelas avenidas, pelas praças, todos tentando encontrar uma solução para esta que é a pior crise de combustíveis da História recente de Cuba. Desde o início de janeiro, o governo americano não permitiu a entrada de sequer um litro de petróleo no país, seja por pressões tarifárias, seja por bloqueio marítimo aos navios petroleiros que tentaram entrar em águas cubanas nestes dois meses.
Fonte:Resenhas News

