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Maria Fumaça volta a ter saídas aos sábados e feriados; veja ingressos

Quem deseja fazer um passeio de Maria Fumaça em Jaguariúna já pode se programar. A locomotiva a vapor volta a operar com saídas aos sábados e feriados a partir deste sábado (16), com embarques na Estação de Jaguariúna, localizada na região central da cidade.

Os passeios serão realizados em dois horários: às 10h e às 14h.

O trajeto da Maria Fumaça percorre trechos preservados da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, passando por fazendas históricas de café, pontes ferroviárias e paisagens rurais da região.

O passeio turístico é uma das atrações mais tradicionais do interior paulista e costuma atrair visitantes de Campinas, Jaguariúna e outras cidades da região.

Passeios de Maria Fumaça percorrem trechos preservados da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e outros pontos históricos. (Foto: Divulgação)
Passeios de Maria Fumaça percorrem trechos preservados da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e outros pontos históricos. (Foto: Divulgação)

Além disso, a atração ainda conta com atrações musicais nos vagões históricos. Confira as opções de passeios de Maria Fumaça com saída de Jaguariúna:

Mini passeio – Jaguariúna/ Carlos Gomes

Com duração aproximada de 1h20, ida e volta, o passeio é destinado a famílias e grupos que buscam uma experiência mais curta e dinâmica. No percurso, o trem segue até a Estação Carlos Gomes e retorna à Jaguariúna. O passeio está disponível a partir de R$ 70.

Percurso completo – Jaguariúna/ Campinas (feriados)

Com cerca de 3h30 de duração total, o passeio leva os passageiros até a Estação Anhumas, em Campinas, retornando à Jaguariúna ao final da tarde. O passeio está disponível a partir de R$ 70.

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Locomotivas históricas são restauradas e vão integrar museu ferroviário

Duas locomotivas que ajudaram a contar a história das ferrovias no interior paulista estão ganhando uma nova chance de encantar o público, na Estação Anhumas. As raridades são as locomotivas 302 e 405, que foram restauradas e, agora, fazem parte do acervo do Museu Ferroviário, que está sendo implementado pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária).

O acidade on Campinas foi conhecer de perto as locomotivas e aproveitou para bater um papo com com o Maurício Polli, da ABPF. Além de contar a história das máquinas, ele ainda deu alguns detalhes do que o público pode esperar do Museu Ferroviário, que em breve será aberto para visitação.

Locomotivas 302 e 405

Segundo Maurício, as máquinas restauradas são antigas locomotivas inglesas da Companhia Mogiana e, embora elas sejam de épocas parecidas, a 405 é uma evolução da 302, em termos de avanços tecnológicos.

A locomotiva 302 foi emprestada pela Fepasa à Prefeitura de Campinas e instalada no Parque Taquaral nos anos 1970. Mas, em 1990, foi retirada para um projeto de trem turístico entre Pedregulho e Rifaina, quando passou por reforma e foi repassada à ABPF.

 Maria Fumaça volta a ter saídas aos sábados e feriados; veja ingressos
Locomotiva 302. (Foto: Reprodução/ABPF)

No fim dos anos 1990, ela retornou ao pátio de Campinas, onde acabou vandalizada e saqueada. Anos depois, a locomotiva voltou à ABPF, chegou a operar por um curto período, mas foi novamente retirada de circulação por problemas na caldeira. No fim de 2025, a máquina foi restaurada para integrar o Museu Ferroviário.

Já a locomotiva 405 foi retirada de um pátio de sucateamento no início dos anos 1970 e levada a um parque em Franca, onde permaneceu exposta sem manutenção e sofreu furtos. Em 1992, foi cedida à ABPF para um projeto de trem turístico em Pedregulho, mas, com o fim da iniciativa, o equipamento foi transferido para Campinas, onde ficou preservado.

Passeios de Maria Fumaça percorrem trechos preservados da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e outros pontos históricos
Locomotiva 405. (Foto: Reprodução/ABPF)

Desde o fim do ano passado, a 405 passa por um processo de restauração e deve voltar a operar em breve. Porém, enquanto isso permanecerá em exposição.

“Elas operavam na carga do café, né? Puxando o café e passageiros também, na época. E elas trabalhavam lá na Alta Mogiana, que era lá perto de Franca, para aqueles lados lá, Ribeirão Preto. E elas trabalharam por muito tempo, até a década de 1950, 60, elas trabalharam puxando café”, contou Maurício.

De acordo com eles, os equipamentos começaram a cair em desuso por causa da chegada das locomotivas a diesel.

“Daí elas ficaram fazendo serviços menores, que trabalho de pátio, preparando o trem de carga para as outras locomotivas Até que elas foram aposentadas de vez. Elas passaram um bom tempo paradas, até que a associação conseguiu a concessão delas para a restauração”, contou.

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Museu Ferroviário

Ainda segundo Maurício, os preparativos para o Museu Ferroviário de Campinas seguem a todo vapor. Atualmente, o prédio onde acontecerão as visitações já está pronto e a ideia é que, dentro de um ano, o público já possa conhecer o lugar. No museu, os visitantes vão encontrar cerca de sete locomotivas e sete carros de passageiros

“Vai ter um monte de carro legal para a turma visitar. E o visitante vai poder entrar, conhecer Vai poder subir para ver como é que era”, afirmou Maurício.

De acordo com ele, o local deverá ficar aberto à visitação de terça-feira a domingo, e o público poderá conferir o local independente se for fazer ou não o passeio de Maria Fumaça, que já acontece na Estação Anhumas.

Fonte:A cidade ON

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