Política

Na Alesp, Bruna Furlan lidera debate sobre futuro da formação médica em SP

A deputada estadual Bruna Furlan (PSDB) presidiu, nesta quinta-feira (26), o Fórum Paulista de Ensino e Qualidade da Assistência Médica, realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O encontro marcou o lançamento da versão impressa do estudo Demografia Médica do Estado de São Paulo, elaborado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM) e o governo estadual.

Na abertura, Bruna, que preside a Comissão de Saúde da Casa, afirmou que o fórum surgiu a partir de debates sobre carreira médica e interiorização do atendimento. Segundo ela, o espaço amplia a discussão sobre formação e distribuição de profissionais no estado.

Coordenador do levantamento, o professor Mário Scheffer informou que São Paulo reúne cerca de 200 mil médicos em atividade. Pela primeira vez, nenhuma região do estado tem menos de dois médicos por mil habitantes. Apesar disso, a desigualdade regional persiste: 50,6% dos profissionais estão concentrados na Grande São Paulo.

O estudo também aponta que aproximadamente 80 mil médicos atuam sem especialidade. Para Scheffer, o dado reforça a necessidade de ampliar investimentos em residência médica e qualificação profissional.

Embora São Paulo concentre 30% dos residentes do país, cerca de 20% das vagas credenciadas não são no implantadas ou permanecem ociosas. O pesquisador atribuiu o problema a falhas estruturais e à insuficiência de financiamento.

O perfil da categoria também mudou. Pela primeira vez, a medicina paulista passa a ser majoritariamente feminina. Além disso, 35,4% dos médicos têm até 35 anos, indicando renovação geracional e maior diversidade socioeconômica.

No painel sobre graduação, o presidente da APM, Antonio José Gonçalves, criticou a expansão de cursos privados. Segundo ele, enquanto as vagas públicas permaneceram estáveis na última década, as particulares saltaram de 2.200 para quase 10 mil. O dirigente classificou o movimento como “mercantilização do ensino médico”.

Como medida para elevar a qualidade da formação, Gonçalves defendeu a aprovação do exame de proficiência em tramitação no Senado Federal. A proposta também foi apoiada por representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e da Associação Médica Brasileira, que cobraram critérios técnicos e afastamento de disputas político-partidárias.

Como medida para elevar a qualidade da formação, Gonçalves defendeu a aprovação do exame de proficiência em tramitação no Senado Federal. A proposta também foi apoiada por representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e da Associação Médica Brasileira, que cobraram critérios técnicos e afastamento de disputas político-partidárias.

Parlamentares presentes reforçaram a necessidade de políticas públicas voltadas à fixação de especialistas no interior e à responsabilização de instituições com desempenho insatisfatório. Já o secretário-executivo da Saúde paulista, José Luiz Gomes do Amaral, atribuiu parte da ociosidade das vagas de residência à falta de recursos e defendeu bolsas vinculadas a programas reconhecidos por sociedades médicas.

O fórum reuniu representantes do Legislativo, Executivo e entidades médicas para discutir caminhos para aprimorar a formação e a distribuição de médicos no estado mais populoso do país.

Fonte: Jornal Zero Hora Digital

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