Kassab filia 6 dos 8 deputados estaduais do PSDB ao PSD em São Paulo
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, filiou 6 dos 8 deputados da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Com isso, o partido passa a ter 11 parlamentares, sendo o terceiro maior na Casa, atrás do PL, com 19, e da federação PT-PV-PCdoB, também com 19.
Kassab recebeu os tucanos em seu apartamento em São Paulo e anunciou nas redes sociais que os deputados estaduais Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lucia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira irão se filiar ao PSD no dia 4 de março. Dirceu Dalben (Cidadania), que também estava no encontro, deve se filiar ao partido de Kassab na mesma data.
“Todos cada vez mais entusiasmados com a extraordinária gestão do nosso governador Tarcísio de Freitas e firmes no seu projeto de reeleição nesta eleição de 2026”, disse Kassab, que além de presidente do PSD é secretário de Governo de Tarcísio.

As únicas deputadas que não foram filiadas são Bruna Furlan e Carla Morando. Esta deve se filiar ao MDB, assim como seu marido e secretário de Segurança Pública da capital paulista, Orlando Morando. “Deixarei o PSDB, mas ainda não defini para qual partido irei”, disse Carla.
A direção do PSD paulista espera atrair outros três deputados para a bancada na Alesp. Uma dos parlamentares seria Ana Carolina Serra, que é filiada ao Cidadania e esposa do presidente do PSDB de São Paulo, Paulo Serra.
Tucanos acusam “canibalismo”
Por meio de nota, Paulo Serra criticou a ação de Kassab, classificada como “cooptação” e “canibalismo”.
“Lamento profundamente a forma desrespeitosa de cooptação de quadros. Ressalto que continuo respeitando muito o presidente da Executiva Nacional do PSD e reconheço nele um grande dirigente partidário. No entanto, este tipo de ‘canibalismo’ dentro da base do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), ao meu ver, em nada ajuda na construção de um projeto nacional de Centro”, afirma Serra.
“Importante destacar que o PSD é da base do PT no governo federal e contribui com um modelo de governo que não funciona mais. Isto, certamente, poderá ser explorado na campanha eleitoral daqueles que escolhem o caminho temporariamente mais fácil”, completa.
Fonte: Resenhas News

