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Lionel Messi e Samuel Eto’o juntos pelas crianças da África

Samuel Eto’o: “Estava sentado em casa, em Douala, quando, de repente, o meu telefone tocou. O número? Desconhecido, mas algo no meu coração disse: ‘Atende, Samuel.’ Quando atendi, ouvi: ‘Samu? Ainda tens o mesmo número de 2009?’ (Ele ri baixinho.) Então eu disse: ‘Lionel?! Mesmo que eu mudasse o meu número 100 vezes, tu serias o primeiro a saber! Mas por que estás a ligar no meio da noite? Queres finalmente admitir que eu sou o melhor no pikey-pikey entre nós?’ Então ele começou a rir e disse: ‘Não, desta vez é mais importante. Vi o que estás a fazer em África e vi os olhos das crianças em algumas aldeias remotas quando as visitas. Quero fazer parte disso, mas à minha maneira.’ O meu coração parou por um momento. Messi a falar sobre África com tanta paixão?! Então ouvi-o dizer: ‘Quero construir escolas e hospitais, mas não em meu nome. Em nome do futebol que nos uniu.’ E tu conheces o caminho, Samuel.”

Samuel Eto’o e Lionel Messi quando jogaram juntos

Na semana seguinte, Messi voou secretamente para Yaoundé. Sem conferências de imprensa, sem câmaras. Apenas ele e eu a visitar uma aldeia remota. Lá, conhecemos uma menina chamada Ama. Ela segurava a sua bola gasta e disse a Messi: ‘És mágico, mas a minha bola não voa como a tua!’ Nesse momento, vi as lágrimas de Messi. Ele tirou o telefone e disse-me: ‘Aqui. Vamos construir um parque infantil para cada criança desta aldeia e vamos ensiná-las que a verdadeira magia é dar sem esperar nada em troca.’

Messi e Samuel Eto’o com as crianças africanas

Messi não parou por aí! Ele lançou um programa secreto chamado ’10’. O programa recolhe doações de lendas do futebol para salvar aldeias esquecidas em África. A coisa mais bonita? A sua única condição foi: ‘Sem mídia, sem alarido, apenas ação.’

Lionel Messi e Samuel Eto’o após cerimônia da entrega do Troféu Bolo de Ouro, aos melhores do futebol de campo.

Nesse dia, compreendi por que Messi é ‘grande’. Não porque marca gols, mas porque sabe como semear esperança nos corações daqueles que não têm voz. Agora, sempre que alguém me pergunta: ‘Qual é a diferença entre Messi e todos os outros jogadores?’, eu digo: ‘Alguns vivem para amar o futebol, e Messi vive para fazer o futebol amar as pessoas.’

África não precisa de heróis vistos nas telas, mas de heróis que descem à terra e seguram as mãos das crianças. E Messi desceu.”

Fonte: [UNICEF Podcast]

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