História que o povo conta

Quando os pais deixam esse mundo. Quando os pais morrem e já somos adultos

Dizem que a dor da perda faz parte da vida. E faz. Mas quando os nossos pais morrem, mesmo que já sejamos adultos, algo em nós se quebra de um jeito que nem o tempo explica direito.

A gente já tem casa, talvez filhos, responsabilidades. Já não depende mais deles como antes. Mas, de repente, o mundo fica um pouco mais vazio. A sensação de ser “filho” muda. A base emocional, aquele alicerce invisível que sempre esteve ali — mesmo com imperfeições, ausências ou distâncias — desaparece.

Ser adulto não nos prepara para o silêncio que fica. Para as datas que chegam e doem. Para os conselhos que não vêm mais. Para a vontade de contar algo e lembrar que eles não estão mais aqui. É como perder o chão, mesmo já tendo aprendido a caminhar sozinha.

A dor vem misturada com saudade, com lembranças, com tudo que foi e com tudo que não foi. E a gente continua, mas diferente. Com um buraco quieto no peito. Com amor que não morre mesmo depois da ausência.
“Porque a verdade é essa: não importa a idade que temos, quando os pais partem, nos tornamos um pouco órfãos da vida”.

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