A Palavra de Deus nos ensina: “Fazei o bem, sem olhar a quem.”
— Sai da minha porta, moleque fedorento!
— Vagabundo! Deve ser mais um desses que a mãe manda roubar aqui no nosso condomínio. Aqui não é lugar para você! Quem deixou você entrar? Vou chamar a polícia!
— Vai trabalhar, em vez de ficar pedindo, seu pivete! Aqui não é lixão!
Essas foram as palavras duras e cruéis que o menino ouviu ao bater na porta de uma casa bonita, de um condomínio de luxo, pedindo apenas algo para comer.
Ele baixou a cabeça. Engoliu o choro.
Virou as costas em silêncio…
E seguiu andando, com a fome queimando no corpo e a dor da humilhação rasgando a alma.
Dois dias depois, a mesma mulher voltava do mercado dirigindo seu carro.
Chovia fino.
Numa curva, ela perdeu o controle da direção. O carro rodou e bateu com força contra um poste.
O impacto foi violento.
O veículo ficou preso, o capô amassado… e começou a pegar fogo.

Ela gritava por socorro. Desesperada. Presa.
Mas ninguém se aproximava…
Todos estavam com medo da explosão.
Foi então que, no meio da multidão, alguém surgiu correndo.
Era ele. O menino.
Sem pensar duas vezes, avançou entre os curiosos, correu até o carro, arrombou a porta traseira com toda a força que tinha…
E puxou a mulher, salvando-a segundos antes das chamas engolirem o carro inteiro.
Ela tremia. Em choque.
Quando o olhou nos olhos… reconheceu.
Era o mesmo menino a quem ela havia humilhado.
Ele, firme, sereno, com a roupa suja e o rosto queimado de fumaça, disse apenas:
— A senhora me humilhou, sim… mas minha mãe me ensinou a nunca retribuir o mal com o mal.
— Ela sempre disse que Deus vê tudo…
— …e que o bem, mesmo desprezado, nunca é em vão.
A mulher desabou. Caiu em pranto.
Naquele momento, viu a grandeza de quem havia julgado como se fosse nada.

Dias depois, ela foi até a favela. Levava sacolas com alimentos, brinquedos e roupas. Procurou o menino até encontrar sua casa simples, onde vivia com a mãe e os irmãos.
Ali, pediu perdão.
Com lágrimas nos olhos, prometeu nunca mais julgar ninguém pela aparência.
E a partir daquele dia, passou a ajudar aquela comunidade com o que podia.
Mas mais do que bens… passou a levar respeito.
A Palavra de Deus nos ensina:
“Fazei o bem, sem olhar a quem.”
Porque é fácil ajudar quem parece merecer.
Mas o verdadeiro amor de Deus se revela quando estendemos a mão até para quem o mundo rejeita.
Fonte: Facebook – Conselho para a vida

