O velho cão, a onça e o macaco
Sob a luz dourada do entardecer, um velho cão caminhava sem pressa pela floresta, guiado apenas pelo brilho dançante das borboletas ao seu redor. Não buscava um destino. Apenas queria sentir, mais uma vez, o suave roçar da terra sob suas patas, o perfume da mata, o pulsar da vida.
Foi assim, entregue à jornada, que se perdeu. E quando notou, já era tarde: uma jovem onça surgia entre as sombras, movida pela fome e pela velocidade.

O cão não fugiu. Seus músculos já não lhe permitiam tal façanha. Mas, ao longo dos anos, aprendera algo muito mais valioso: a arte da sabedoria.
Com calma, sentou-se de costas para a predadora. Vasculhou o chão e encontrou ossos secos. Pegou um entre os dentes e, sem olhar para trás, murmurou:
— Hmmm… fazia tempo que eu não saboreava uma onça tão tenra. Será que encontro outra por aqui?
A jovem predadora hesitou. Seus olhos se arregalaram em um misto de espanto e temor. Sem pensar duas vezes, fugiu.
Não foi a força que salvou o velho cão, mas sim seu raciocínio.
Porém, longe dali, um macaco travesso observava a cena do alto de uma árvore. Vendo ali uma oportunidade de ganhar a proteção da onça, correu para contar a verdade.
O cão, atento, notou a movimentação e viu os dois voltarem: a onça furiosa, o macaco empoleirado em suas costas.
Com serenidade, voltou a sentar-se e falou em tom pensativo:
— Estranho… mandei aquele macaco buscar outra onça para mim e até agora não voltou.

A jovem predadora congelou. Lentamente, virou o rosto para o macaco.
E, num piscar de olhos, quem disparou em fuga foi ele.
🔥 Moral da história:
Nem sempre vence o mais forte.
Nem sempre vence o mais rápido.
Às vezes, vence quem observa, espera… e age com inteligência.
Fonte: Facebook Histórias contadas

