Entre o Café e a Estratégia: A 3ª Via se organiza em Santana de Parnaíba
antana de Parnaíba pode até ter prédios históricos, mas a política da cidade adora repetir roteiro. De um lado, o grupo que está no poder. Do outro, o grupo que já esteve. E no meio? Bem… até pouco tempo atrás, só o eleitor mesmo.
Mas eis que surge um novo capítulo… e, curiosamente, ele começa numa padaria em Alphaville.
Enquanto muitos imaginam que articulações políticas acontecem em gabinetes fechados e salas com ar-condicionado, um grupo da chamada “terceira via” foi visto organizando ideias entre um café e outro.
Simples, direto, quase simbólico: política perto das pessoas, e não atrás de portas pesadas.

A pergunta que começa a circular é inevitável: será que o prefeito Elvis Cezar, nome consolidado no comando da cidade, terá finalmente um adversário capaz de romper a polarização local?
Elvis Cezar construiu sua força ao derrotar o grupo ligado à antiga gestão de Silvinho. Assumiu o protagonismo, organizou sua base e passou a ditar o ritmo da política municipal. Hoje, é a principal referência de poder na cidade.
Do outro lado, Silvinho Filho tenta manter viva a herança política do pai, reunindo boa parte da velha estrutura que perdeu espaço após a mudança de comando. É o grupo que conhece a máquina, conhece os atalhos e que claramente não desistiu de voltar ao centro do palco.
Mas aí entra o fator inesperado: nem todos parecem dispostos a reviver os mesmos capítulos. Alguns integrantes que orbitavam o grupo tradicional já teriam migrado para essa terceira via, talvez por enxergarem ali algo que faltava: oxigenação.
E é justamente aí que o jogo muda. A terceira via surge não como continuação de uma dinastia nem como extensão de um império já consolidado. Surge como alternativa. E em política municipal, alternativa costuma ser palavra poderosa.
Enquanto os dois polos conhecidos disputam narrativas, a nova articulação cresce com discurso de renovação, independência e reorganização do tabuleiro. Se vai prosperar ou não, ainda é cedo para dizer. Mas o simples fato de estar movimentando peças já altera a dinâmica. Porque, no fim das contas, o maior desconforto para quem está no poder, ou para quem quer voltar a ele, não é um adversário previsível. É o inesperado.
E talvez seja isso que começou naquela padaria: não apenas uma reunião, mas um sinal de que a política de Santana de Parnaíba pode estar entrando em um novo ciclo.
Entre o pão na chapa e o café quente, pode ter nascido algo que promete esquentar ainda mais a próxima eleição em 2028.
Fonte:Jornal Nr

