Santa Catarina

Vale a reflexão, por favor leia

Nos anos 90, jovens incendiaram um homem indígena que foi a Brasília em busca de dignidade. Ele lutava por condições melhores para sua gente. Não conseguiu um hotel. Dormiu em uma praça. Morreu ali, vítima não apenas do fogo, mas da ausência completa de empatia de vários jovens.

Aquilo não foi um fato isolado. Foi o reflexo de uma sociedade que falhou em cuidar, ouvir e reconhecer o outro como vida.

O tempo passou, mas a pergunta permanece. Aprendemos alguma coisa?

Hoje, o Orelha dói em todos nós. Ele representa milhares de animais indefesos que sofrem maus-tratos, abandono e crueldade todos os dias. Vidas que não têm voz, que sentem medo e dor, e que seguem sendo tratadas como se valessem menos.

Quando uma sociedade normaliza a violência contra os mais frágeis, humanos ou animais, algo está profundamente adoecido. Vivemos um momento em que a saúde mental coletiva, especialmente entre os jovens, pede atenção urgente. Falta empatia. Falta cuidado. Falta humanidade.

Lutar pelo Orelha não é apenas sobre um animal. É sobre interromper um ciclo que se repete. É sobre reconhecer que tempos difíceis só serão superados quando escolhermos proteger a vida, em todas as suas formas.

Não existe direita ou esquerda quando falamos de vida. Existe responsabilidade. Existe empatia. Existe a decisão de construir uma sociedade mais saudável, onde ninguém seja descartável.

Silenciar não é mais uma opção.

Mário Motta

Mário Motta propõe uma estátua em homenagem ao cão Orelha, como forma de preservar sua memória e o carinho que conquistou. 🐾🖤

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