Política

Lula consolida liderança enquanto a direita caminha para lugar nenhum

Nesta quarta-feira (21), a nova rodada da pesquisa Atlasintel trouxe um cenário de estabilidade que acende o sinal de alerta na oposição. Lula mantém a liderança isolada para o pleito de 2026. Os números são claros:

Lula (PT): 49%

Flávio Bolsonaro (PL): 35%

Caiado (UB): 4%

Ratinho (PSD): 3%

Zema (NOVO): 3%

Renan Santos (Missão): 3%

Aldo Rebelo (DC): 1%

Ao analisar os dados, o cientista político Christian Lynch pontuou em suas redes:

“”Lula pode matar a eleição no primeiro turno. Chance grande, com a tendência que todo candidato à reeleição tem de subir de popularidade no último ano com as entregas.”

É difícil discordar de Lynch. Quem acompanha os bastidores do poder sabe que quem detém a caneta tem a máquina a seu favor. As entregas tendem a ser represadas para o último ano, criando uma escalada natural na aprovação. Jair Bolsonaro tentou a mesma estratégia, mas pesou a mão, perdeu o controle do processo e, como diz o ditado, quando o leite coalha, não há reza que o faça voltar ao normal.

Contudo, não é apenas o sucesso das entregas de Lula que pavimenta o caminho para um eventual quarto mandato, mas sim a gritante ausência de pautas e propostas da direita. Enquanto Lula entrega chaves do programa Minha Casa, Minha Vida, o que faz a ala mais ruidosa da oposição? Caminha.

Mas caminha pela pauta do regime 6×1? Não. Caminha para pedir que Jair Bolsonaro, hoje uma figura politicamente fragilizada e sob cerco jurídico que muitos tentam descolar do bolsonarismo raiz, receba o benefício da prisão domiciliar.

Nesse cenário, a pergunta se impõe. Onde está o projeto para o povo? E para quem, de fato, se faz política?

Robson Bonin, na revista Veja, foi cirúrgico ao descrever esse descompasso:

“”A caminhada de Nikolas Ferreira é dessas bizarrices da política atual, focada na lacração do celular, nas bolhas das redes e menos na vida real. A ausência de propostas na direita joga a favor de Lula.”

Bonin ainda destaca o contraste evidente que enquanto o governo federal anunciou nesta semana a liberação de R$ 13,1 bilhões para o Bolsa Família, Lula esteve em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, para entregar 1.276 moradias. Trata-se de política no varejo, com impacto direto na vida de quem mais precisa.

A direita parece acreditar que o sentimento antipetista, por si só, bastará para convencer o eleitor por meio de vídeos e dancinhas. Lula, por outro lado, sabe que eleição se vence com o binômio política social e presença territorial. Enquanto a oposição não apresentar um projeto de país que dialogue com a realidade concreta da população, seguirá atuando como o principal cabo eleitoral da permanência do PT no poder.

Para completar o quadro de apreensão no campo conservador, avançam investigações sensíveis que geram desconforto nos bastidores de Brasília, como os desdobramentos envolvendo o Banco Master. Após o depoimento da senadora Damares Alves, o ambiente político ficou mais tenso. As apurações começam a se aproximar de setores da ala neopentecostal, abrindo novos flancos de desgaste para a extrema-direita.

Neste tabuleiro, as narrativas de redes sociais começam a perder fôlego diante dos fatos. Sobrou ao jovem deputado a tarefa de caminhar. E assim, como um “Forrest Gump tupiniquim”, ele segue acumulando quilômetros e alguns seguidores, sem ter a menor ideia de para onde, verdadeiramente, o seu projeto de país está indo.

Fonte:O Anhanguera

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