Educação

A educação brasileira está adoecendo os professores

95 afastamentos por dia.

Esse é o retrato do que está acontecendo dentro das escolas brasileiras. Em São Paulo, só entre janeiro e setembro, quase mil professores por semana foram afastados por transtornos de saúde mental. E isso não acontece por acaso. Esses afastamentos são dolorosos.


Cada colega que é afastado, de alguma maneira anuncia, que o próximo pode ser a gente.
O adoecimento nasce das violências reais e simbólicas que o professor enfrenta diariamente.
Violência do aluno que se sabe intocável.
Violência das famílias que desautorizam.


Violência da gestão que silencia
Violência de uma sociedade que transformou a escola em campo de tensão permanente.
E no fim do ano, quando o cansaço se acumula e as forças se esgotam, ainda existe a instabilidade que sufoca milhares de professores temporários. Gente que dá o melhor de si, mas não sabe se o contrato será renovado ou se, em janeiro, vai começar o ano desempregado.


A sala de aula exige presença, mas a insegurança rouba a esperança.
Enquanto isso, cresce a pressão por aprovações a qualquer custo.
O aluno é tratado como um “reizinho” imune a consequências, autorizado a agir sem responsabilidade em uma escola que deveria ensinar justamente o contrário. O professor, espremido entre exigências e omissões, vira o amortecedor emocional de uma sociedade inteira.


As burocracias tiram tempo, tiram energia, tiram sentido. Pedem que o professor seja tudo, menos aquilo que ele escolheu ser: educador. E a cada dia que passa, mais um se afasta, mais um adoece, mais um quebra por dentro enquanto o sistema finge tratar como estatística.
Se nada mudar, vamos assistir a algo inaceitável:
a extinção emocional de uma profissão inteira.
Proteja a saúde mental dos educadores.
Sem eles, não há escola.
Sem eles, não há futuro.

O que diz o levantamento?

Segundo a DPME, foram emitidas 25.699 licenças entre o início do ano e o mês de setembro, por questões relacionadas à saúde mental entre professores efetivos e estatutários – concursados.

No total, foram 911.634 dias de afastamento – uma média de 35 dias para cada pedido. Os dados não incluem pedidos de professores temporários.

Em todo o ano de 2024, 42.155 licenças foram autorizadas. Os pedidos geraram 1.344.442 dias de afastamento – uma média de 31 dias por licença deferida.

O levantamento mostra, ainda, que a região com maior número de afastamentos é na Grande São Paulo. Em 2025, foram 13.534 licenças. Em segundo lugar, aparece a região de Campinas, com 3.356 licenças.

“Esses números são um grito de alerta. O professor está adoecendo a cada dia”,

Fonte: Internet – Colaboração Prof. Hermínio Trindade

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