Silvinho Filho recupera direitos políticos, mas oposição segue desaparecida
Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) absolveu Silvinho Filho (PSD) da acusação de fraude à cota de gênero, decisão unânime (7 a 0) que também garantiu a permanência dos vereadores João Galhardi e Jhonatan Gomesem seus mandatos até 2028.
Mas, passado um ano das eleições municipais de 2024 — já que neste outubro de 2025 a cidade completa doze meses do último pleito — a pergunta que ecoa nas ruas é: onde está a oposição?
Silvinho Filho e Danilo Ferraresi, que deveriam ser vozes ativas contra a atual administração, simplesmente sumiram do cenário político local. Não há presença nas ruas, não há mobilização concreta, não há enfrentamento.

Os dois vereadores que se dizem representantes da oposição tampouco demonstram qualquer postura firme: parecem tudo, menos oposicionistas — nem aqui, nem na China.
Silvinho Filho, por sua vez, limita-se a aparições em redes sociais. Reclama da Sabesp, do vale-alimentação dos servidores e de outros temas relevantes, mas nunca transforma essas queixas em ação efetiva. Nenhuma representação formal no Ministério Público, nenhuma ação judicial, nenhuma denúncia robusta. Fica apenas no discurso digital, enquanto cidadãos comuns — sem mandato, sem estrutura, sem assessores pagos — se mobilizam e vão ao MP para protocolar denúncias.
Mais recentemente, o ex-candidato voltou a circular em eventos religiosos e caminhadas ao lado de cabos eleitorais. Não por acaso: em 2026, haverá eleição para deputado, e o movimento parece mais cálculo eleitoral do que exercício de verdadeira oposição.
Enquanto isso, o governo Elvis Cezar segue sem ser incomodado. Nenhum enfrentamento público, nenhum embate institucional. O que se vê é um silêncio ensurdecedor e uma oposição que mais parece paralisada pelo medo.
Medo de quê?
Medo de quem?
Santana de Parnaíba continua sem oposição real, e a população segue refém de um jogo político que não se traduz em fiscalização, cobrança ou alternativas concretas de poder.
FONTE: Jornal Nr

