O amor verdadeiro tem quatro patas.
“Hoje preciso compartilhar algo que mudou completamente minha visão sobre amor, respeito e companheirismo.
Depois de um dia cansativo de trabalho, cheguei em casa e percebi um silêncio estranho. Procurei pelo meu cachorro Dell, meu companheiro de anos, e não o encontrei. Quando questionei minha namorada, ouvi a pior resposta possível: ela havia se desfeito dele. Disse que “um cachorro atrapalhava nossa vida”.
Senti o chão sumir. A dor e a revolta tomaram conta de mim. Dell não é apenas um cachorro, ele é família. Não consegui ficar parado. Peguei o carro e rodei por toda a cidade, gritando seu nome pelas ruas, perguntando a desconhecidos, até que, a muitos quilômetros de casa, o encontrei. Lá estava ele: sujo, com sede, cansado… mas quando me viu, abanou o rabo como se nada importasse além do fato de eu ter voltado para ele.

Naquele momento, prometi que nunca mais deixaria alguém tirar dele — ou de mim — o direito de viver esse amor incondicional. Levei Dell para casa, cuidei dele, e logo em seguida arrumei as malas da minha companheira. Levei-a exatamente para o mesmo lugar onde tinha encontrado meu amigo, e lá disse:
“Quem não é capaz de amar meu cachorro, não é digno do meu amor também.”
Hoje estamos só eu e Dell. E posso dizer, sem medo de errar: prefiro mil vezes a lealdade silenciosa de um cão do que a presença de alguém incapaz de respeitar aquilo que mais amo.
O amor verdadeiro tem quatro patas”.

