Bolsa opera em alta de mais de 2%; dólar cai, vendido perto de R$ 5,58
A Bolsa operava em forte alta hoje, enquanto o dólar comercial recuava. Por volta de 12h15, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira avançava 2,96%, a 80.557,61 pontos e a moeda norte-americana tinha queda de 1,52%, vendida a R$ 5,578. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Nesta sessão, o Banco Central fará leilão de até 10 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento junho de 2020. Bolsa acompanha otimismo internacional O Ibovespa registrava o segundo dia seguido de forte movimento de alta nesta terça-feira, voltando a romper a barreira dos 80 mil pontos, apoiado por expressivas altas do setor bancário.
A alta da bolsa brasileira era confirmada pelo tom positivo da sessão em Wall Street, nos EUA, que via seus índices saltarem em meio a resultados das empresas no primeiro trimestre deste ano. Cenário político Analistas da Levante Investimentos afirmaram em nota que a animação internacional deverá estimular a alta no mercado doméstico, mas não descartam que o cenário político do Brasil também poderá influenciar a sessão.
Diário Oficial da União trouxe mais cedo nomeação de André Mendonça, que ocupava o cargo de advogado-geral da União, para substituir Sergio Moro no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O diário também publicou a nomeação do então diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, para o posto de diretor-geral da Polícia Federal, no lugar de Mauricio Valeixo.
O ministro do STF, Celso de Mello, abriu inquérito criminal na noite de segunda-feira para apurar as acusações feitas por Moro contra o presidente Jair Bolsonaro, por ocasião de seu anúncio de demissão. Ambas as notícias já eram esperadas e não devem influenciar no movimento do mercado no curto-prazo, de acordo com analistas da Levante.
As ações da Embraer (EMBR3.SA) subiam 6,4% após forte queda nas duas últimas sessões, diante do cancelamento do acordo com a Boeing para vender seu braço de aviação comercial. Na véspera, os ativos da empresa despencaram 7,5%. A agência de classificação de risco de crédito S&P colocou o rating BBB- atribuído à companhia em observação negativa.
Fonte: UOL.

